Para começar, estamos em uma sociedade paradoxalmente doentia, onde a ignorância da própria dor é a coisa mais comum do mundo. Nós arrastamos correntes de traumas como um mascote terrível, sem compreender a profundidade do buraco negro emocional que está em nós. É perturbador que muitos encarem seus traumas com tanta “normalidade”. É como se fossem espinhos entricado tão profundamente na carne que a dor se tornou uma monotonia constante. Isso não é apenas estranho, é um eco ensurdecedor de um problema sistêmico. Bem, a infância, como período crítico de formação da identidade, se torna um campo minado de experiências traumáticas, com danos às vezes invisíveis, mas não menos piores das visíveis explosões. Mas no silêncio, é o momento em que os traumas se instalam, fincando raízes e começando a nos moldar. Pessoas criadas em ambientes tóxicos normalizam a dor e a angústia. Incorporando disfunções como se fosse regra e passando a reproduzir esses comportamentos danosos, perpetuando um ciclo vicioso de trauma. E esse (des)amparo para com a dor é sintoma de uma sociedade que falha em dar a educação emocional necessária. Desvaloriza-se o sofrimento como se fosse um mero capricho, uma criação das nossas mentes, quando na verdade é uma ferida aberta na pele da identidade humana. Precisamos falar sohre essa cultura do sofrimento silenciado. O que é esse endurecimento patológico que favorece a continuidade de traumas. A saúde mental precisa não só ser priorizada, mas o enfrentamento de traumas, incentivado. Afinal, não é porque nos acostumamos com a dor que ela deixa de existir. #psicologia #autoconhecimento #comportamento #tiktokpsicologia #psicoterapia #terapia #psicanálise #saúdeemocional #saudemental #pensamentos #emoções #reflexões